sábado, 28 de setembro de 2013

Antes do lançamento de Batman: Arkham Origins, critico o sucesso Batman: Arkham Asylum e City.

Por Lucas Lopes

Esse é o Batman que eu conheço

CASO NÃO TENHA JOGADO; 1º: Você vive numa ilha deserta; 2º: Cuidado, pois essa crítica terá spoilers. Depois não digam que não avisei.

Batman; Arkham Origins já está em desenvolvimento pela Warner Games de Montreal, por isso, decidi escrever sobre o jogo anterior da franquia de games do Homem-Morcego, Batman: Arkham City, que foi muito aclamado pelos críticos de todo mundo, considerado por muitos, e por mim também, como o jogo que revolucionou a franquia de games de super-heróis.
Trazendo um combate corpo-a-corpo inovador e mais dinâmico, uma história digna das HQs do Batman, um protagonista durão como deve ser e um cenário de mundo aberto, Batman: Arkham City realmente é um dos melhores jogos de super-heróis de todos os tempos, pois faz você se sentir na pele do maior detetive do mundo, principalmente nas missões em que deve usar o Modo Detetive para resolver algum enigma deixado pelo Charada, Coringa, ou, até mesmo, nos certos momentos em que podemos deixar os inimigos inconscientes, só para inflar o ego.
A série Batman: Arkham Asylum e Batman: Arkham City trouxe uma nova forma de combate, que, na minha opinião, vai acabar com a mania de jogadores que somente apertam o botão de golpe e acham que lutam como o próprio Batman. Nesses jogos, sempre terá um
momento em que terá que apertar o Contra-Ataque, ou então, meu amigo, pode se preparar para um discurso sarcástico de algum vilão desprezível do Homem-Morcego. Sem falar que, nesses dois jogos, os ataques foram feitos com muita realidade. A física, as colisões, a sensação que o Batman tem um peso, tudo isso ajudou a transforma-lo em um excelente jogo. E ainda temos a capacidade de adicionar novos golpes e habilidades para o Batman e Mulher-Gato, o que faz com que o jogo não fique enjoativo, pois raramente você verá um golpe repetido, e se vir, pode ter certeza que será incrível, pois todos os ataques desses jogos são.
Esse é o Batman que eu gostaria de ver nos filmes. A personalidade, a agilidade, a força, o traje, a voz, tudo se encaixa perfeitamente no meu ideal de como Batman deve ser. Pela primeira vez vemos um Batman que realmente tem o corpo treinado, o que nunca foi mostrado de verdade. Esse Batman nenhum pouco bonzinho é bem parecido com o que vemos na trilogia Cavaleiro das Trevas. Um homem sério, impiedoso, calmo, sem medo, genial, que só tem uma regra: ´´Nunca matar!``. Isso faz com que eu me sinta na pele do Homem-Morcego. E, cá entre nós, quem não quer ser como o Batman?
Batman carregando o Coringa, após a morte do mesmo
Como eu disse, a história do jogo é tão boa quanto as HQs antigas, que se preocupavam muito com o que era contado, e não o que era visto. Tirando o fato que o Coringa morre (ou não), todo o enredo do game é perfeito. Se bem que, até a morte do Coringa foi tratada com muito respeito e talento, que foi tão boa quanto a série de quadrinhos A Piada Mortal, onde o Batman mata o Coringa, que estava gargalhando, enforcando-o, enquanto também ria. O próprio fato que inúmeros vilões estavam presentes me impressiona. A preocupação que a Rocksteady teve foi uma das coisas em que mais gostei no jogo. A forma em que todos se conectam, em relação ao Coringa, também é ótima, até porque, para o Batman conseguir a cura para overdose de Titan do Coringa, que ele também pegou, é preciso encontrar o Senhor Frio, que está preso pelo Pinguim. Resumindo, a história é realmente fantástica. Se fosse um filme ganharia o Oscar (ou não).
Muitos embarcaram no método Batman de fazer um jogo, como O Espetacular Homem-Aranha: O jogo, que, na minha opinião, foi o pior jogo do Homem-Aranha que eu já joguei, porem não conseguiu chegar nem perto do sucesso que os dois jogos tiveram. Por isso, que venha Batman: Arkham Origins, pois, por mais que eu ache que a história não será muito boa, tenho certeza que será um excelente jogo, assim como os dois anteriores foram (só queria dizer que eu já quebrei a cara antes, portanto, se for um fiasco, não me julguem). Só espero que, por ser mais jovem, o anti-herói que defende Gotham City deve vir com golpes mais espetaculares, porém equipamentos menos sofisticados (na verdade, de acordo com o que foi dito oficialmente, o Homem-Morcego terá os mesmo equipamentos que antes. Vai entender).  Que venha como a Warner quiser, mas o que eu quero ver mesmo é o Batman que vi antes.
OBS.:  Será que tem alguma chance de Ben Afleck ter jogado esses jogos e, de uma vez por todas, percebido como se faz um anti-herói de respeito?

REVOLUCIONÁRIO

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