quinta-feira, 21 de maio de 2015

O caminho para grandeza | Crítica Whiplash - Em Busca da Perfeição

Por Lucas Lopes

Alcançar metas e ambições nunca foi uma tarefa fácil, ainda mais sonhos megalomaníacos, como ser o maior músico do século. Essa é justamente a frase que define Whiplash - Em Busca Da Perfeição, um longa metragem dirigido e escrito por Damien Chazelle e estrelado por Milles Teller e J.K. Simmons. Instigante e emocionante, o filme conta a história e o desejo de Andrew Neiman de ser um dos grandes bateristas que o mundo já viu.
A busca incessante pelo sucesso é o que leva Andrew Neiman (Milles Teller) a ultrapassar os limites físicos do seu próprio corpo, e com puro esforço, continuar o seu caminho até o Lincoln Center. Até ele se encontrar com Terence Fletcher, um maestro que procurava recrutar novos músicos para sua banda de Jazz, Studio Band. E é justamente esse encontro que fez com que o gênio musical que vivia em Neiman realmente se manisfestasse de forma verdadeira. O jeito explosivo e agressivo de Fletcher, completamente o oposto dos métodos politicamente corretos, colidiu imediatamente com a vontade de Andrew, que causou, ao contrário de seus colegas, um efeito completamente positivo na sua jornada. O estresse e a a dor são completamente ignorados tanto por Fletcher quanto por Andrew, que até mesmo corta as suas relações sociais para se entregar de corpo e alma à música.
Isaac Newton, quando jovem, foi desafiado por um colega para um briga, onde foi insultado de burro, e esse ocorrido, foi o que fez ele encontrasse seu rumo, seguisse os estudos e com que se tornasse um dos grandes gênios da humanidade. No longa, Neiman sofre na mão de Flechter. O desejo de ser o baterista principal (e até mesmo, por que não, impressionar seu maestro), impulsiona de forma semelhante a de Newton, onde o esforço, mesmo nos momentos onde está praticando, chega ao ponto onde seu suor e seu sangue se misturam no instrumento. Esse é o preço de alcançar o que se almeja. A dor física, por conta das inúmeras e constantes repetições de compassos com andamentos realmente muito rápidos e até mesmo agressões pro parte de Fletcher, e a dor emocional, por se ver inúmeras vezes sendo confrontado e colocado contra a parede, o sentimento de fracasso e a ridicularização de traumas pertinentes, tudo isso é irrelevante na visão de Andrew, já que ele mesmo se ridiculariza e se diminui, enquanto seu sangue é constantemente jogado nos palcos e no chão do quarto.
Ao final, Whiplash, com planos de sequencia que te prendem, uma trilha sonora de encantar os ouvidos e atuação de emocionar, mostra como a grandeza pode ser alcançada com puro esforço. Que sonhos vão além de qualquer tipo de dor. Que, para certas pessoas (as que tem um real potencial) o confronto e a ridicularização são muito mais eficazes que elogios e aplausos. E que a estagnação deve ser evitada, e a evolução estimulada. Sempre com "sangue nos olhos".

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