segunda-feira, 30 de novembro de 2015

007 contra Spectre | Crítica

Por Philippe Maciel


Poster oficial 007 Contra Spectre
      007 Contra Spectre é o mais novo filme do agente James Bond, dirigido por Sam Mendes, e novamente interpretado por Daniel Craig. Em 007 Contra Spectre, James Bond (Daniel Craig) vai à Cidade do México com a tarefa de eliminar Marco Sciarra (Alessandro Cremona), sem que seu chefe, M (Ralph Fiennes) tenha conhecimento. Isto faz com que Bond seja suspenso temporariamente de suas atividades e que Q (Ben Whishaw) instale em seu sangue um localizador, que permite que o governo britânico saiba sempre em que parte do planeta ele está. Apesar disto, Bond conta com a ajuda de seus colegas na organização para que possa prosseguir em sua investigação pessoal sobre a misteriosa organização chamada Spectre.


       O longa surge como uma sequência para os filmes anteriores, e fecha com chave de ouro a saga iniciada em 007 Casino Royale, apresentando personagens dos longas anteriores, que fazem parte da trama do filme, e trazendo novamente vários elementos dos filmes clássicos de James Bond, como trajes, carros e armas, além de outros aspectos retratados de forma mais sutil, que funcionam apenas como referência aos filmes clássicos, mas que juntos, dão à todo fã de 007 um sentimento nostálgico, ao mesmo tempo em que o filme em si continua sendo algo inovador, o que somado à excelente trama do filme, e às brilhantes atuações do elenco como um todo, tornam o filme uma experiência verdadeiramente prazerosa aos fãs da franquia 007, mesmo tendo sua história um pouco “arrastada”, devido ao leve excesso de ligações com os filmes anteriores. Porém, isso não afeta o desenvolvimento da trama do filme, pelo contrário, a torna ainda melhor, por dar mais detalhes sobre a história, além de amarrar perfeitamente as pontas com os filmes anteriores.
A sequência de créditos de abertura do filme também é outro aspecto positivo do longa, tornando a experiência visual do filme mais bonita e intensa desde o seu início, também com uma trilha sonora boa, com Sam Smith e a música Writing’s On The Wall, mas que ainda assim não chega perto de Adele e Skyfall, trilha sonora do filme anterior de James Bond, de longe uma das melhores da franquia 007, se não a melhor.
      O elenco ajudou a manter o alto nível do filme, com mais uma atuação brilhante de Daniel Craig como protagonista, interpretando um 007 mais frio, centrado, menos temeroso, e principalmente mais experiente, em relação aos longas anteriores, ao lado da belíssima Léa Seydoux, que interpreta Madeleine Swann, a “Bond Girl” da vez, também fazendo um bom trabalho. Dave Bautista surpreendeu, com uma atuação de alto nível em todas as cenas de ação em que participou do filme. Dave interpretou o capanga de Franz Oberhauser, Mr. Hinx, responsável pelo trabalho sujo, mais uma vez fazendo um ótimo trabalho como brutamontes da história (vide Drax, O Destruidor, em Guardiões da Galáxia), e mostrando que se pode fazer um papel bom e marcante em um filme, mesmo tendo apenas uma única frase. O vilão do filme, Franz Oberhauser, líder da organização secreta Spectre, também foi muito bem interpretado por Christoph Waltz, que deu vida a um vilão frio, calculista, ameaçador, que facilmente pode ficar marcado na memória de muitos fãs do agente, pelo fato de conhecer Bond a fundo, e por conseguir impor medo (“Você é uma pipa dançando em um furacão, Sr. Bond”). O resto do elenco, que conta também com Naomie Harris, Ben Whishaw, Ralph Fiennes, entre outros, ajudou a manter o alto nível de atuação do filme.
      Em uma análise geral, pode-se dizer que 007 Contra Spectre é sem dúvidas um filme excelente, repleto de cenas de ação, mas que consegue também manter uma história consistente do início ao término do filme, apresentando ainda elementos de filmes anteriores, que servem para interligar os demais filmes da saga com este, servem para amarrar as pontas com os outros, tornando a história da saga uma verdadeira obra prima. O filme encerra com chave de ouro a saga de James Bond interpretada por Daniel Craig, e se esta for realmente a última vez do ator no papel do espião mais famoso do mundo, o filme então irá funcionar também como um excelente desfecho à toda história do ator no papel de 007. 

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