sábado, 16 de janeiro de 2016

Fallout 4 | Crítica

Por Andrius Ranieri 

Capa oficial de Fallout 4


Depois de anos de espera, Fallout 4 finalmente chegou à nossas mãos.Um dos jogos mais aguardados de 2015 que, depois de seu lançamento, conseguiu fazer a espera valer a pena, trazendo aquela mesma receita de bolo já formada durante Fallout 3, mas agora com inúmeras melhorias por conta da nova geração de consoles.
Dessa vez, a aventura se passa na Comunidade de Boston, que não teve um destino diferente das outras cidades dos títulos anteriores, novamente estamos em um cenário completamente destruído pela guerra nuclear entre China e EUA, mas assim como nos outros jogos, a produtora Bethesda conseguiu trazer um mundo pós-apocalíptico vivo, em que tudo acontece e vive sem necessitar da presença do jogador. O jogo conta com  mais de 300 locais exploráveis, desde bases da antiga guerra até cavernas infestadas de animais que sofreram mutação pela radiação, ou apenas refúgios com sobreviventes, em que podemos mais tarde fortifica-los e atrair mais sobreviventes, uma nova função do jogo que foi muito bem vinda.
O jogador assume o papel de um soldado americano, que vive antes das bombas serem atiradas, essa é a primeira vez que podemos ver o mundo de Fallout antes da guerra nuclear que, mesmo sendo por um curto período, foi uma novidade bem atraente do jogo. Logo que recebemos a informação do início da guerra, o jogo nos obriga a ir para a Vault 111, o abrigo antinuclear que diferente dos  outros, congela seus residentes por 200 anos,tempo suficiente para a radiação sumir do ar e a superfície voltar a ser habitável, mas nem tudo ocorre como planejado, e seu filho Shaun é raptado, que incentiva que você vá para a superfície em busca de respostas.
A narrativa do jogo pode não ser a melhor da franquia, e inúmeras semelhanças com Fallout 3 não são meras coincidências, mas não da para negar a identidade própria que Fallout 4 tem, principalmente quando o assunto é evolução.O maior salto em relação aos antecessores com certeza são as melhorias gráficas ,nunca foi tão bonito jogar Fallout, e a vida que as expressões faciais deram aos personagens é um enorme avanço, visto que algumas cenas que eram para ser tristes em Fallout 3, acabavam sendo cômicas devido a falta de emoção dada aos personagens, e também temos agora um protagonista falante e emotivo, diferente dos outros protagonistas da franquia.
Mas nada é perfeito, mesmo sendo um jogo de nova geração, Fallout 4 sofre com problemas de jogos antigos, como loadings que demoram 2 minutos algumas vezes, e bugs frequentes e que atrapalham missões,como, por exemplo, uma vez em que o objetivo era conversar com uma pessoa, ela não abria diálogo com o protagonista,tornando impossível o progresso na missão.Também temos os já conhecidos pelos  fãs saves corrompidos, que ainda continuam frequentes e parece que só serão corrigidos por futuros Patchs de correção.


Mesmo com todos seus problemas, Fallout 4 continua sendo um dos melhores RPGs disponíveis atualmente, seu estilo de jogo viciante justifica a compra e torna quase todos os problemas imperceptíveis.Eu poderia estar comentando sobre o jogo do ano de 2015,mas a Bethesda não aprendeu com os erros de Skyrim e voltou a repetir em suas outras franquias, mas dessa vez a falta de correções de pequenos erros custou o prêmio de jogo do ano a Bethesda, e por isso eu e todos os fãs estamos na torcida para que essa tenha sido a última vez.

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